Vamos brincar de se relacionar?
- Juliana Tavares Soares

- 21 de fev. de 2024
- 1 min de leitura
Na era das redes sociais nunca foi tão foi fácil e tão difícil se relacionar. Estamos 24 horas conectados mas ao mesmo tempo desconectados do ponto de visto da intimidade. As relações se tornaram rápidas e superficiais, assim como entrar e sair de um perfil no Facebook ou Instagram. Basta ler algumas postagens de alguém que presumimos já conhecer aquela pessoa.
Mas, se as pessoas se tornaram livros abertos online, como fazemos para criar vínculos? Sem o contato, sem a experiência, sem o olho no olho, é possível de fato conhecer alguém? Será que os afetos acompanham a velocidade da internet? A medida que gostamos de alguém, que criamos sentimentos positivos de admiração, carinho, amor nos tornamos mais tolerantes, mais dispostos a aceitar os defeitos. Online, a frustração parece assumir um peso maior, afinal, quem posta coisas ruins na internet? No mundo virtual é fácil criar a fantasia da perfeição, de uma vida sem defeitos, dias ruins, tempestades.
Talvez a redes sociais nos abram portas, nos aproximem de pessoas distantes, encurtem os espaços. Mas é preciso ter a coragem de sair do virtual para explorar as muitas possibilidades criadas, vivendo sempre no real, no mundo onde tudo acontece, no qual as pessoas de carne e osso se desafiam e se estimulam a evoluir, crescer. Onde dor e amor se complementam, alegria e tristeza acrescentam e certo e errado ensinam!


